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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Buraco cheio do nada

Profundidade infinita
Debruça sobre o mar
turbulento.

Jorra alto, espalhando ao vento
O que há de cheio.
Inundando o peito
de coisa nenhuma.

Tudo ao mesmo tempo.
Altura, largura, expessura
Tamanhos para se enquadrar.

Quadro com pintura,
Arte na moldura.
Beleza provocando brandura.

Parede feito buraco,
Quadro cheio,
Dimensões nascendo arte.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sinto saudade de...

Pés descalços no chão molhado,
Corrida proibida no arrozal,
Brincadeira no quintal,
Casa da árvore e lual.

Noites frias, cabanas na sala.
Puxão de orelha,
Ah, doce de leite !

Abraço de amigo na despedida,
Juramentos para toda a vida.

Vidro quebrado na escola,
Gargalhada com pé no buraco,
Camiseta pintada,
Ah, guerra de água no pátio, alegria !

Dia de sol e água fria.
Jogo de truco ás escondidas,
Teatro , vestido de árvore.
Artesanato , Natasha.

O dia da partida.
Voo da borboleta.
Plenitude de vida que eternaliza
a vibração do coração.
Faz do ontem sorriso vivo,
do hoje saudade que sinto.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ciclo Circundante

E de repente chuva torrente.
Gota que não cessa,
Grita ao sol !

Ele se foi, e amanhã não virá.
Faz um desenho no chão,
Entoa uma canção,
Grita ao sol !

Não !
Ele não virá.

Não faz mal, temos girassóis,
Girando em nossa direção,
Em busca da luz que está dentro de nós.


É, e de repente ciclo encerrado,
Chuva cessada.
E girassóis girados.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Deixe ir e se vá ...

Quando o amor não basta
para suportar a imperfeição,
E apostar que nada é em vão
não há que insistir.

Quando uma dificuldade se torna vilã
Da história que se construiu,
Não há que insistir.

Promessas só nos alienam de nossa
realidade então, deixe ir.

Mesmo acreditando que o
Infinito não tem fim , se vá.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Acorrentar para voar e voltar ( Conto Reformulado e participante do 9º Unicult - Unimep)


Um pássaro em seu ninho desde o nascimento tem uma argola em seu pescoço e uma corrente em suas patas, e isso é muito bonito.
Através de uma pequena fresta em seu refúgio enxerga o mundo que há lá fora, e decide buscar o desconhecido, ah pequeno pássaro inocente.
A argola e a corrente servem para prendê-lo no ninho, para que não fuja, mas os dias passam e o pequeno chega até a porta do ninho onde é advertido a voltar e ficar quieto.
Revoltado com a situação quer aprender a voar sozinho. Novamente chega até a porta, olha para baixo e se depara com um abismo. Coloca uma pata para fora, logo uma asa, sente a brisa fresca que o contagia, e assim dá seu primeiro salto.
Salto esse que não fosse à corrente em suas patas, não teria sobrevivido. Contudo encontrou seu apoio e assim poderia tentar mais vezes, pois a corrente não iria permitir que ele caísse no abismo.
Pode então aos poucos iniciar seus vôos, com dificuldades, muitas vezes com a corrente o segurando, puxando de volta, mas não desistiu.
O pequeno pássaro queria arriscar mais, e a corrente em suas patas começou a incomodar, assim teve um aumento para pudesse ousar mais, e isso por  certo tempo foi o suficiente para satisfazê-lo.
Porém sua busca tinha apenas começado e estar somente na sua árvore era muito pouco, então sua corrente novamente ganhou ajuste e o pequeno pássaro aprendeu a voar.
Caiu por diversas vezes, machucou-se, pois cada dia a corrente ficava mais frouxa, então o pequeno pássaro começou a crescer.
De galho em árvore conheceu outros pássaros e seus limites, suas correntes e ninhos, alguns já eram livres e perdidos, outros não saiam da porta do ninho, mas ele nunca se perdeu no caminho.
Aprendeu a voar...
E passou a não mais precisar da argola e corrente, pois aprendeu a voltar.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Enjoo

Quando a estupidez dá bom dia
provoca enjoo.

O mínimo que se espera ,
é muito pra quem não sabe
o valor das palavras.

E qualquer coisa que se faça,
já foi feita.

E o sintoma passa.
É preciso mais que isso para derrubar,
Alguém que sempre está a lutar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Promessas

Palavras fantasiam um sorriso,
que termina em lágrimas.

O que se quer é o que se tem,
e é tão pouco do tudo que se precisa.

Não esperar é prosseguir.
Caminhar com nó na garganta,
é saber que é preciso digerir.

Pagar um preço pela fé,
Sem meias palavras,
para cumprir o que se quer.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Clave de sol

O sentido do completo
de duas metades.
A dor em notas na pauta,
lágrimas do primeiro compasso.

Que afina diariamente,
e de tom em tom,
experimenta o sabor do som.

Clave de sol explode.
Compasso afinado,
chave que entoa o sol.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

General de saia

Chega soldados !
Hora de bater continência.
Fala, fala e não diz nada.
Com sua arma invisível de tinta.

Ó Deus protegei-nos !
General de saia, inconscistente.

Tão competente que tropeça em si,
Ah arma invisível,
Se não ela , General de saia não há.

Ó Deus livrai-nos !
Dias contados,
Com sabor de nunca mais.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

De onde vem ?

E no meio do breu
Luz acesa sem fio.

De onde vem ?
Acendeu e escureceu.

Não apaga,
É como reflexo,
De dentro que explode.

De onde vem ?
Para onde vai ?
Enquanto houver Luz...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Arlequim...

Tantos saltos e malabarismos
despertando sorrisos,
Chega ao fim.

Ah, Arlequim és humano
e não bobo, despertou.

E fora do castelo,
Rainhas e Reis que são bobos.
Já não é preciso chorar,
Pois há muito o que amar.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Do Ato ao Fato...

Os fragmentos diários,
nao corrompem o ato
amarrotado que brota.

Do sol à lua, luz.
Do calor ao frio, tempestade.
Ato ao Fato.

Essência viva.
Forma que nao cabe em si.
Do fato em ato, Realiza.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mutação

Deixando para trás o que há,
Espinhos, espadas, facadas
para curar.

Parar de tentar
para respirar,
aliviar.

Bem me quer bem,
para alcançar.
O que ainda há.

E ponto final.
Paragráfo.
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

A partida da chegada


Caminhar , partir , correr.
Tudo o que se leva
é a trouxa.

É o partir sem abandonar,
caminhando de mãos estendidas,

Para que ao correr ,
o tropeço seja sustentado
com a partida da chegada.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sintonia

Há que se olhar e admirar
a beleza de teus olhos ,
cheios de lágrimas a brilhar.

Disfarce ingênuo a esperar
Um sorriso meu,
Sintonia.

Sinfonia sem som,
que se completa com um abraço,
e toca o compasso do teu coração.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Serpente

Olhos nas costas
mostra outra realidade,
onde você se esconde.

Sem definição
para seu tormento.
Fuja.

Sua crença sobre as coisas
Não significa acreditar.
Seu descaso,
Não significa importância.

O tempo e as atitudes
revelam que, não é preciso
ter olhos nas costas
para te enxergar.

terça-feira, 22 de março de 2011

Máscara...

Encobre o vazio de ser
Aquilo que é e não quer.
Muda de roupa,
Troca a máscara.

Faces múltiplas
que se atormentam,
com uma única face,
e cai...cai ...

Pois verdade não se prova,
Nem toda troca se esconde,
E a ilusão do domínio se vai...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Hoje é dia dele...

Um ciclo que se funde.
Nasce um molde,
Que antecede o fim.

Fim que inicia o ciclo,
Que se une, dois.

Sorriso que acalma,
Olhar que confia,
Abraço que protege.

Hoje é dia dele,
Sangue meu,
Presente de Deus...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cinco Pontas


É como se o tempo fosse maior,
Surgindo do processo de lapidação
Cinco pontas reluzentes.

Uma estrela.
Cinco pontas,
Uma forma.

Pontas unidas em uma forma,
Que equilibra , esvazia e enche
O que sobra e o que não falta...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Entorpecente

Os olhos brilham ao ver.
Abstinência suprida
de forma estúpida.

Coração não dispara mais,
É o vicio.
Ânsia de um vazio,
que não há o que embrulhar.

De costas para a dor,
Peito aberto para o amor
Que cura, acalma e cuida.

E o efeito entorpecente se vai,
Da mesma maneira que veio...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Amanhecer

Raiou o sol e a madrugada não se foi,
Quanto tempo leva ?
Dia aguardando o amanhecer.

Sinais de luz
Começam aparecer,
Sobre o sentido atravessado.

Que destrava o sorriso,
Estende as mãos
Para o viver,
Como há de ser ...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Leve brisa...

Em frente ao mar,
Lágrimas secam,
E a imensidão invade o ser.

A vida renasce,
Transcende a dor,
e inspira novos versos.

Leve brisa...
Me traz você,
E te leva para longe,
No segundo que antecede
o sentido de estar viva ...